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Santa Maria, Quinta-Feira, 28 de Junho de 2018 - Ano XIX - Edição 1228 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1228 EDITORIAL 28 de Junho de 2018
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Editorial

Editorial: editorial comércio ruas
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Arquivo: Material publicado na Edição 1228 do Jornal A Cidade.

“Meu repúdio”, pela concessão de tolerância daqueles que se estabelecem na via pública impedindo a livre circulação dos pedestres pagando uma taxa para a prefeitura e ali eles estão prejudicando o comércio estabelecido. Concordo que as pessoas precisam trabalhar dignamente parabéns a aqueles que carregam em si esse propósito, enquanto outros que também querem trabalhar para abrir qualquer empresa e estabelecimento fazem um planejamento minucioso só que nunca pode dar a data certa de abertura, porque a burocracia pública examina e libera com cautela. Alguns que estão nessa missão fazem seu serviço e concluem quando dá e o setor empresarial que aguarde e seus compromissos estão vencendo. No passado os camelos tomavam conta da Rio Branco, depois de tantas manifestações, policiamento conseguiram remove-los e hoje os que estão no Shopping Independência dizem com orgulho: -“sou comerciante, minha situa-se no Shopping Independência”. Este não volta mais para a rua, depois desta ação de mudanças deu uma parada, mas atualmente a rede gastronômica toma conta das vias públicas da cidade e não só no centro, por todo o perímetro urbano, inclusive aos domingos ao meio dia, as calçadas transformaram-se num ponte de assado. Enquanto o restaurante tem que atender toda a legislação para poder funcionar, além dos compromissos legais, tem as normas banheiros, pisos, equipamentos, acesso e ainda sujeito a ser assaltado. A desigualdade do comerciante de rua e o estabelecido, o primeiro acho que não paga qualquer tributo e o segundo é penalizado, a prefeitura deveria dizer o que não faz, quantos pontos comerciais existem na via pública e qual a arrecadação para o município. Mas o que posso dizer se ela vende o espaço em frente ao cemitério, bem como na Romaria a Medianeira, as ruas são lotadas. Compensa para o município? Mais uma vez não sou contra quem trabalha, mas não desta forma prejudicando os outros. Olhem a tristeza que deparamos a todo o instante nas vias públicas da cidade, e todo o tipo de comércio e gastronomia. O ESPAÇO DA GARE: Foi em 1999 que o então Ministro Padilha entregou para a prefeitura o nobre espaço, lá está um calçamento perfeito, vagões e locomotivas destruídas, mas lá estão. A ALL arrendou por muitos anos nada investiu só faturamento, e pelo que me consta ela passou adiante a empresa, não sei como conseguiu um bem público alguém consentiu. Segundo a prefeitura nada pode fazer por ser um bem público, não consigo entender. Márcio Rubin um investidor com outros parceiros, compraram o prédio em leilão da cooperativa, parabéns pelo investimento, e pelo que rapidamente reformou, transformou o imóvel num ambiente comercial convidativo. Agora temos mercado público e opções de negócios, e as quartas-feiras a Feira Regional, é o ponto de partida para ocupar esse nobre espaço, e complemento, o que faço há muitos anos para que o setor gastronômico e lazer invistam nesse espaço. E a juventude que não tem onde se encontrar a não ser na rua, nos postos de combustíveis, faça uma mudança, vão para a Gare que na certa não faltará o papo, a amizade e a cerveja, está nascendo à recuperação do patrimônio histórico que tanto colaborou na prosperidade da cidade que me acolhe há 48 anos. Fico entusiasmado em ver o setor empresarial focado no mercado público e na feira, somando-se ao brick da Vila Belga, estamos caminhando para vermos no futuro o point da cidade, o destino turístico será ali. A você empresário some-se e abrace essa causa promissora, como gosto de escrever no lado positivo isso enaltecer as ideias, mas acima de tudo o empreendedorismo. A cidade do coração não para e você deve somar-se a isso.

Publicado originalmente na Edição 1228 · 28 de Junho de 2018
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