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Santa Maria, Quinta-Feira, 25 de Julho de 2019 - Ano XX - Edição 1284 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1284 EDITORIAL 25 de Julho de 2019
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Agricultura familiar

Editorial: agricultura familiar crescimento
[ Foto sobre Agricultura familiar ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1284 do Jornal A Cidade.

O crescimento do agronegócio pela riqueza que o país disponibiliza em terras para cultivo de cereais (trigo, soja, arroz, milho e outros). Surgiram as cooperativas e os grandes investimentos, aqui no estado nem tanto, mas Mato Grosso e outras partes são fazendas e fazendas de plantio, cada ano que passa tem aumentado a produção e com isso abre-se a frente de investimentos beneficiando todos os setores. Os grandes plantadores começam a exportar e aí entra a agricultura familiar com o pequeno produtor que está aprendendo e qualificando-se com novas tecnologias e cada vez mais ele produz e consegue abastecer mesmo em pequena escala sua região ou cidade. Diante da conjuntura atual famílias com poucos filhos, diferente do passado hoje conscientemente não importa a distância, permanecem no interior com os pais e continuam estudando em suas faculdades, em nossa região alguns percorrem mais de 100 km por dia para vir estudar e aplicar isso na agricultura. Além disso, os pequenos produtores estão dando continuidade ao básico que é trigo, soja, arroz e milho, além de buscarem alternativa em outros produtos para complementar a produção, como a oliva na região central, bem como nozes, vinícolas, maçã, laticínios, mel e outros alimentos. É o Brasil produzindo por tantas virtudes que a natureza nos proporcionou. Santa Maria: O Sicredi com sua região centro tem investido e se qualificado para atender a produção, não falta meios e técnicas para que o produtor busque aqui seu caminho e as outras cooperativas da mesma forma. O projeto Esperança lançado pelo saudoso Dom Ivo foi criado com o propósito de incentivar e valorizar o pequeno produtor em vários segmentos, neste ano mais uma vez a FEICOOP registrou sua marca do quanto com trabalho transparente, dedicado e dialogado é possível produzir. Alguns setores têm criticado essa forma de valorizar a produção, deveriam surgir outros com trabalho idêntico ao da Irmã Lourdes, evidente que cobra uma taxa dos expositores pela venda, não poderia ser diferente, pelo o que sei é 10% da venda, contrato de risco que firma entre o projeto e o comerciante, recebendo toda a estrutura para comercializar sua produção, diferente de outros locais que tem que locar, pagar condomínios e instalações cumprindo a lei. No terminal Dom Ivo a estrutura está pronta com toda a parte legal e o produtor só traz aos sábados e se vendeu paga a comissão, sobrando leva para casa, precisamos destacar esse trabalho e não criticar. Quanto se produz em Santa Maria deste encontro para não ter que importar de outros lugares. O que falta por aqui, como diz o editorial de hoje é dialogar sem vaidade e cobiça de poder para se manter, precisamos amadurecer neste ponto. A agricultura familiar recebeu destaque na Expointer ano passado e neste ano são 312 espaços já comercializados para os produtores do estado, seria muito mais, mas faltou espaço, ou querem continuar importando tudo que consumimos como o leite que com tanto consumo não somos capazes de produzir.

Publicado originalmente na Edição 1284 · 25 de Julho de 2019
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