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Santa Maria, Quinta-Feira, 25 de Julho de 2019 - Ano XX - Edição 1284 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1284 CIDADE 25 de Julho de 2019
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O mês da cultura

Cidade: mês cultura falta
Foto sobre O mês da cultura
Arquivo: Material publicado na Edição 1284 do Jornal A Cidade.

Não falta para a cidade componentes e elementos do nosso patrimônio histórico, bem como pessoas imbuídas desta nobre atividade, talvez falte recursos. Durante todo o mês inúmeras atividades vêm sendo desenvolvidas e se não houver cancelamento por razões de obras dia 25 será inaugurado o Bombril com um grande show valorizando os artistas locais. COMPHIC é o conselho municipal do patrimônio histórico e cultural de Santa Maria e foi criado em 1982, no entanto, em 1986 a câmara de vereadores dava entrada em vigor da lei para garantir a preservação dos elementos da história e cultura ambiental e natural de Santa Maria. A própria lei original trazia o indicativo que foi criada com o intuito de tratar da proteção do patrimônio, mas também previa a estrutura mais ampla e organizada pela preservação de bens culturais. Tanto é que ao completar 20 anos da promulgação o COMPHIC se manifestou a respeito da reinante situação. A preservação é importante, desde que o poder público tenha recursos para tanto, o tombamento provisório que o executivo exerceu seu poder em nossa cidade que atualmente tem silêncio total se a iniciativa privada não assumir essa preservação cairá por terra e os prédios terão um fim melancólico como a Sotéia. É necessário que os defensores formem uma cultura de privatizar e terceirizar como é feito em Porto Alegre atualmente, quem visitou faz pouco tempo constata o que o setor empresarial fez e quantas construtoras no projeto de contrapartida do município podem manter a casa antiga e construir nos fundos ou vice-versa. É necessário amadurecer e não impedir a renovação e a atualização de uma cidade, ela entra em decadência e todo visitante quer sempre ver novidade, acompanhem o litoral o que aconteceu com os prédios antigos que cederam lugar para grandes empreendimentos. A história moderna pode estar nos arquivos com acesso fácil e não naquela ânsia de ver prédios quase caindo para serem recuperados, como é o caso do prédio da Floriano com a Ernesto Becker. Ao redor da Praça Saldanha Marinho é uma beleza de prédios arquitetônicos e antigos, como o antigo Banrisul com controvérsias e foi demolido para dar lugar a um prédio que enaltece a Saldanha Marinho, além de tantos outros onde encontramos também o prédio em que a prefeitura assumiu da SUCV e agora buscar recursos para recuperar. Santa Maria é moderna e a construção civil que dá o tom para quem uma cidade acompanhe a evolução e tecnologia que o momento exige. Vejam o quanto é difícil manter a biblioteca pública, MASM e o arquivo histórico, além da própria rede de ensino estadual e municipal. A máquina pública e os demais poderes estão engessados com aposentados e funcionários, não sobrando dinheiro para investir. Que os conselhos de cultura do município continuem seu trabalho com as entidades que fazem parte, nunca esquecendo que sem dinheiro e contrapartida do setor privado as coisas não andam. Neste mês prestigie tudo que encontrar. Patrimônio histórico cultural: Um caderno do Zero Hora do último domingo citou várias cidades do estado e seus museus, por toda a parte são destaques. Aqui próximo o Museu de Ufologia de Itaara e o Parque de Novos Cabrais que são atrações aos visitantes, Museu do Suíno em Cachoeira do Sul e tantos outros, lamentamos que nesta excelente matéria de 8 páginas não consta Santa Maria, o que está faltando? Estarem atentos e divulgarem? No nosso entender são tantas riquezas no segmento local. COM FOTO Sotéia COM FOTO Praça Saldanha Marinho

Publicado originalmente na Edição 1284 · 25 de Julho de 2019
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