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Santa Maria, Quinta-Feira, 21 de Junho de 2018 - Ano XIX - Edição 1227 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1227 ANIVERSÁRIOS 21 de Junho de 2018
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Imigração Japonesa celebra 110 anos

Aniversários: imigração japonesa imigração
[ Foto sobre IMIGRAÇÃO JAPONESA ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1227 do Jornal A Cidade.

O Dia da Imigração Japonesa ou Dia Nacional da Imigração Japonesa será lembrado nessa segunda-feira, 18.Passados 110 anos desde a chegada dos imigrantes da “Terra do Sol Nascente”, o país agradece e rememora a contribuição dos japoneses na cultura e na economia brasileira, especialmente na agricultura. A data refere-se ao primeiro navio a aportar em terras brasileiras com os imigrantes nipônicos - o Kasato Maru – no Porto de Santos - , em 18 de junho de 1908. Esse navio trouxe 165 famílias - 781 pessoas -, que vieram para trabalhar nos cafezais, de fazendas do interior paulista, outros na exploração de borracha na Amazônia ou nas plantações de pimenta no Pará, que eles próprios trouxeram. A imigração japonesa começou no início do século XX, conforme acordo entre o governo japonês e o brasileiro. O Brasil carecia de mão de obra na zona rural. RS: A história e importância dos japoneses no Estado se estabelecem a partir de agosto de 1956, com o desembarque, no porto do Rio Grande, de 23 imigrantes japoneses, jovens e solteiros, que chegaram, a bordo do navio Brasil Maru, para trabalhar, principalmente na agricultura, em vários municípios gaúchos. As cidades gaúchas e catarinenses se destacam pelo expressivo número de nikkeis. Em, sua maior parte, os japoneses e seus descendentes estão associados à hortifruticultura e à floricultura. Santa Maria: Os primeiros japoneses chegaram em 1958. Eram cerca de 17 famílias, vindas da província de Kumamoto, as quais foram levadas para uma fazenda produtora de arroz irrigado na cidade de Uruguaiana. Família Yamamoto: Dentre estes imigrantes, destaca-se Toyko Yamamoto, mais conhecida como ‘Dona Maria’. Ela conta que, aos 15 anos, junto com sua família imigrou de Kumamoto Shi (Japão) e desembarcou no porto de Rio Grande, em 1957, tendo como primeiro destino, Uruguaiana, onde permaneceram por um ano. Segundo Dona Maria, por ocasião do centenário de Santa Maria – 1958 – ela chegou a Santa Maria, onde a família se estabeleceu como feirante. Foi em 1970 que se fixou no ramo de floricultura, comércio do qual vive até hoje, tendo atualmente, o casal de filhos à frente do empreendimento. Ela por sua vez, se dedica ao setor de decoração de eventos. Conforme Dona Maria, na cidade vivem ainda cerca de 16 famílias de imigrantes e seus descendentes, estabelecidos com seus comércio, principalmente, na floricultura. Toyoko Yamamoto é uma entre as 100 personalidades que vivem no município e que colaboraram com o livro, “Por que Santa Maria”? , lançado em 29 de maio passado. Para Dona Maria, “cada um contou sua história. Eu me senti o máximo e não esperava”, confessou. C/FOTO DONA MARIA YAMAMOTO – SE TIVER!!!!

Publicado originalmente na Edição 1227 · 21 de Junho de 2018
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