O aumento do caso de sífilis
Segundo o Ministério da Saúde, entre 2015 e 2016, a sífilis adquirida teve um aumento de 27,9%. Esse cenário existe desde 2014 e culminou com um aumento significativo dos números da doença no Brasil em 2016, talvez relacionado à quantidade de testes realizados e, assim, de diagnósticos confirmados. A sífilis é uma doença endêmica e que a causa mais provável desse quadro é a falta de capacidade de prevenção adequada. A sífilis congênita, em recém nascidos, por exemplo, preocupa bastante, isso significa que o Pré-Natal não vem sendo feito adequadamente. De acordo com o Ministério da Saúde, um dos motivos para o aumento dos casos de sífilis é a escassez de penicilina, medicamento que é utilizado para tratar a doença. O problema acontece de forma global e não somente aqui no Brasil. Quando diagnosticada cedo, a sífilis possui tratamento que leva à cura com medicamentos seguros e gratuitos, quando disponíveis no serviço público, ou de baixo custo, quando comprados em farmácias. No Rio Grande do Sul, em especial Porto Alegre, estão as maiores taxas de sífilis do país, indivíduos jovens, homens e mulheres com vida sexual ativa tem maior risco. A redução do número de parceiros e o uso do preservativo são as principais formas de prevenir a doença, ainda que possa haver transmissão nas áreas não cobertas pelo preservativo quando de lesões em atividade. A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que é geralmente transmitida via contato sexual e que entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas. Só é contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente, raramente a sífilis pode ser transmitida pelo beijo.