Jornal A Cidade
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Santa Maria, Quinta-Feira, 30 de Agosto de 2018 - Ano XIX - Edição 1237 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1237 CIDADE 30 de Agosto de 2018
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Laços que nos unem!

Cidade: bertilo laços unem
[ Foto sobre bertilo Laços que nos unem ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1237 do Jornal A Cidade.

“Jesus se apaixonava pelas pessoas e as tornava suas amigas, as trazia para perto Dele. É fascinante olhar para a capacidade que esse homem tinha de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que estava escondida”(Pe. Fábio de Mello). Na vivência da fraternidade e do amor, na valorização da unidade é que acreditamos poder ampliar e aprofundar nossos laços, conforme destaca a seguinte história: “No tempo do Rei Salomão, viviam dois irmãos que ceifavam trigos nos campos de Sião. Uma noite, quando apenas a lua brilhava, o irmão mais velho juntou vários feixes de sua colheita e levou-os para o campo do irmão mais novo, dizendo a si mesmo: ‘Meu irmão tem sete filhos. Com tantas bocas para alimentar, pode ficar com uma parte do que consegui’. Pouco tempo depois, o irmão mais novo juntou vários feixes do seu próprio trigo e carregou-os para o campo do irmão mais velho, dizendo para si mesmo: ‘Meu irmão vive sozinho, sem ninguém para ajuda-lo a ceifar. Por isso, vou dividir uma parte do meu trigo com ele’. Quando o sol surgiu, cada um deles se admirou por encontrar exatamente a mesma quantidade de trigo que antes! Na noite seguinte, cada um teve a mesma gentileza com o outro, e novamente, ao acordar, encontraram seus estoques sem redução. Mas, na terceira noite, encontraram-se carregando seus presentes, um para o campo do outro. Abraçaram-se com força e derramaram lágrimas de alegria pela bondade que os unia”. Em pleno período em que muitos acentuam a desconfiança, as pessoas pensam inúmeras vezes antes de tomar qualquer atitude fraterna para com o seu irmão. As noticias falsas (fake news) se espalham com tanta facilidade, que desconfiamos dos políticos, do judiciário, das pessoas que convivemos. Por isso, queremos acentuar a importância do encontro gratuito, da possibilidade de criar laços pelo simples valor deste. Para isso, precisamos buscar os bons exemplos de pessoas, que na simplicidade, conquistaram aquilo que parecia ser tão difícil e que, a partir daí, tornaram-se protagonistas. A exemplo de Maria, de tantas mães e pais, possamos alimentar as razões do valor da vida, sem perder a esperança. Numa vida que nos exige, mas sabe compensar com generosidade as atitudes gratuitas de amor e de fraternidade, que possamos continuar a lapidar pedras, na busca daquilo que vale a pena. Pe. Bertilo João Morsch – Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianey.

Publicado originalmente na Edição 1237 · 30 de Agosto de 2018
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