Jornal A Cidade
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Santa Maria, Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019 - Ano XX - Edição 1274 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1274 CIDADE 16 de Maio de 2019
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Sentir Deus na natureza

Cidade: bertilo sentir deus
[ Foto sobre Bertilo 1274 Sentir Deus na natureza ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1274 do Jornal A Cidade.

Não precisamos ser muito criativos para pensar em uma linda paisagem que tenha ficado em nossa memória. Pode ser um lago onde as casas em volta imprimam seus reflexos na água; pode ser um pôr do sol na praia, quando o oceano e o mestre que irradia seu calor se fundem em um só; pode ser o entardecer do céu, quando ele fica transformado em um arco-íris individual em que cada cor tem um espaço próprio: primeiro o amarelo, depois o laranja, o rosa, o azul; pode ser uma montanha gelada, com o branquinho da neve escorrendo pelas laterais, e o sol refletindo naquele cume vertical e fazendo a moldura certa para aquela paisagem que invade o nosso imaginário e nos faz suspirar. Quantas vezes, fomos inundados de uma beleza espetacular, que nos silenciou. Deixou-nos mudos, quietos, maravilhados. Quando nos deparamos com imensidões, daquelas que os olhos não veem o final, daquelas que não sabemos como foi feita, o melhor que temos a fazer é observar e, porque não deixarmo-nos emocionar. Tem gente que se extasia diariamente ao olhar para as nuvens, ao ver o colorido absolutamente combinante das cores de uma flor, ao ver o desabrochar de uma fruta no pomar de casa, ao ver árvores dançando ao som do vento, ao sair do trabalho e se deparar com a tal “Golden hour”, aquela hora do inicio da manhã e final da tarde, quando os raios solares ficam com uma cor amarelada, brilhante, linda! Tem gente, por outro lado, que não consegue enxergar toda esta beleza no dia-a-dia, mas quando está de férias, desconectado de computadores e de celulares, consegue finalmente tirar a cabeça do trabalho e levantá-la um pouquinho e, bem, enfim, olhar ao redor. E então, surpresa! Contempla uma natureza deslumbrante no entorno. Ao menos uma vez no ano, é possível ficar admirado e, quem sabe, conseguir enxergar algo de divino entre tanta perfeição da natureza. Eu não sei vocês, mas quando eu vejo uma natureza destas de tirar o fôlego, só consigo pensar em Deus. Nenhuma criatura humana conseguiria fazer plantas, flores e animais de forma tão perfeita. Tão em sintonia. A própria cadeia alimentar só pode ser resultado das mãos Dele. Um bichinho precisa do outro que precisa do outro que precisa do outro, e assim fecham-se ciclos de cadeia alimentar para que não sobre nem falte nenhum animal no mundo. Claro que muitos habitats já foram devastados pela interferência desleal dos predadores homo sapiens, mas não quero me deter neste aspecto. Quero apenas que vocês pensem comigo no quanto a natureza é sábia, no quanto o pulsar dela tem um ritmo próprio, é um abrir e fechar de asas que escapam a consciência humana. Só o que podemos fazer é nos dobrar a esta admirável sinfonia que está ali, formosa, oferecendo suas belezas para serem, realmente admiradas. Pe. Bertilo João Morsch – Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianey

Publicado originalmente na Edição 1274 · 16 de Maio de 2019
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