Editorial
Amanhã é feriado. Ele é municipal, uma data muito especial para todos nós que aqui nasceram e muito mais para todos aqueles que deixaram suas cidades para se estabelecerem por aqui, seja para estudar, trabalhar, produzir ou investir, assim criaram raízes. Quantos aqui estiveram de passagem e foram embora mas acabaram elegendo Santa Maria para sua residência fixa, tem algum motivo para tanto amor por esta terra. Faço parte deste contingente, sempre gosto de recordar o passado, pequeno agricultor e tudo era manual naquele tempo, sem recursos até 1963, a escolha foi única, a Brigada Militar em Passo Fundo. Nessa corporação fui acolhido por 11 anos, 6 deles dedicados na EsFAS em Santa Maria que no dia 13 comemorou 49 anos, na mesma data que conclui o curso de sargento e aqui permaneci, não estou sozinho neste percurso, quantos seguiram o mesmo rumo, quantas oportunidades tivemos. Sou muito grato e por isso faço um esforço para retribuir tudo que recebi com dificuldade e ansiedade estou segurando a mais de 21 anos a mídia impressa do Jornal A Cidade. Nos últimos tempos não está sendo fácil conduzir, por motivos conhecidos pelos leitores, nem assim perdemos a esperança e nesta sexta-feira especial digo mais uma vez obrigado para Maria, milhares de nomes, mas todos com o único propósito, sempre abrir caminhos, casas, portas e portões e os filhos seguem atrás. Neste feriado municipal os milhares que aqui residem deverão estar pensando como eu, tantas virtudes que temos para desfrutar e a gente muitas vezes não consegue contribuir como deveria ser. Santa Maria: Felizes os líderes do passado que planejaram um futuro promissor, conseguiram inclusive desligar-se de Cachoeira do Sul, cidade que foi emancipada em 1819 e Santa Maria em 1858. O que seria daqui se ficasse tudo estagnado até 1950 quando visionários investiram em educação e utilizaram todos os meios possíveis para atrair aqui e chegar ao dia festivo o saudoso empreendedor Mariano da Rocha em 14 de dezembro de 1960 criou a primeira universidade pública do interior do Brasil, méritos para aquela geração. Não fosse isso, não teríamos aqui uma cidade que constantemente se renova e reinventa, não temos apenas um segmento para destacar, são inúmeros com muito potencial. Entre tantos, considere a receita mensal que aqui vem do funcionalismo público e dos aposentados, só aqui já é o suficiente para dar suporte financeiro e estrutura para a cidade. Aí chega alguém e pergunta “esta é a cidade? Olhe as ruas, paradas de ônibus, calçadas, comércio nas esquinas e carrocinhas com botijão de gás exposto” Projetos que não saem da gaveta como a calçada legal e as empresas que querem adotar os espaços públicos. Onde estão os projetos elaborados pelos líderes empresariais pelas agencias de desenvolvimento? É triste e aborrecedor escrever nesta data este editorial com este conteúdo. Já é a 1273ª edição, em todas elas falo com otimismo em mudanças, porém quando vejo uma segunda quadra como está e o setor empresarial reclamando fico triste em saber que faltou alguém ouvir. A comunidade por meio de empresários e lideranças que agem diferentemente do político, o cargo dá poderes, mas cria vaidades e retira a humildade muitas vezes para ouvir as outras partes. Igual o filho que não ouve pai, mãe e idosos, onde está hoje? Precisamos abraçar a causa e estar atentos para quem tem incumbência de faze-los, por que a 287 está nesse problema? Faltou visão empresarial, os próprios políticos locais não fizeram isso e agora vemos gastos para tentar incluir a duplicação. Quero parabenizar todos os santa-marienses e todos que elegeram a cidade para residir, mais uma vez, bem-vindo Manoel da Silva que faz parte das duas dezenas de pessoas que vieram de outras cidades e receberam homenagem do legislativo, aqui chegaram e permaneceram. Espero que amanhã o comércio possa abrir livremente, sem empecilhos por aqueles que se acham donos de algum segmento. Parabéns minha cidade do coração e mais uma vez obrigado por tudo que tenho recebido.