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Santa Maria, Quinta-Feira, 28 de Março de 2019 - Ano XX - Edição 1267 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1267 EDITORIAL 28 de Março de 2019
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Editorial

Editorial: editorial planejar ouvir
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Arquivo: Material publicado na Edição 1267 do Jornal A Cidade.

Planejar, ouvir e agir. Santa Maria ostenta uma riqueza de pessoas solidárias e interessadas no progresso, são líderes e entidades fortes, respeitadas em seu contexto, porém nem sempre tem a atenção devida. Por isso que os males que vivemos hoje são pela falta de diálogo, busca da projeção pessoal e deixando o principal em segundo plano, é necessário ter bons planejamentos e ouvir sugestões, além de agir com pontualidade e competência. Quero voltar ao passado: • Se dão conta que temos quase 30 entidades que já faz 28 anos que se reúnem todas as segundas-feiras para debater questões da cidade, só aqui deve representar 70% dos empregos para o município, entre elas é bom mencionar CACISM, CDL, Sindilojas, Sinduscom e tantas outras. Cada eleição chega um candidato para expor seus projetos, os presentes ficam entusiasmados e passado o pleito ele não volta mais. A sigla mais forte que tínhamos criou o CODESMA, que é o conselho de desenvolvimento de Santa Maria. Quando cheguei em Santa Maria na década de 70 lembro-me de líderes comerciais que estavam focados pela cidade, por que nasceu o distrito industrial? Por que foi feito o prédio da CACISM? Construído o hotel Itaimbé e tantos outros empreendimentos que alguém levou adiante com agilidade. O CODESMA morreu e não se fala mais nele. • ADESM: Criada há quase 10 anos, com toda a euforia e investimentos públicos e particulares, pessoas técnicas e capacitadas com visão para o futuro. Pelo o que foi relatado já são mais de 100 projetos a longo prazo para a cidade, porém devem estar nas gavetas, um trabalho desperdiçado, o que faltou? Ação para levar adiante o que foi projetado! Talvez nem o escritório exista mais, faltou verba e entusiasmo para levar a ideia adiante. • Nós não valorizamos a cidade que nos acolhe: É preciso que os outros venham para cá e destaquem o potencial de Santa Maria, alguns ainda reclamam que empreendedores vem para Santa Maria buscar projeção pessoal, com isso entra no esquecimento as entidades históricas locais, parece um jogo de compadres que pensam que vai prejudicar o outro ou não convém levar a diante. Porém quando chega alguém e conversa bem, ilude como acontece nos eventos que vendem prêmios, acontece todo ano e ninguém toma conhecimento, porém leva uma verba considerável daqui. O medo de alguns é perder espaço para quem quer inovar. • Sei também que no setor público a burocracia está no grau máximo, sem verba e com dificuldades. Imaginem o quanto padecem os secretários municipais que não conseguem levar a diante seus projetos, talvez a cidade nem saiba quem são os secretários. Porém trabalham do jeito que dá. • Quantos assuntos temos para resolver? De projetos que sei que estão engavetados, mas como fazer se não conseguimos nem indicar um nome para a secretaria do estado. No projeto da duplicação os nossos representantes e lideranças esqueceram de lembrar que a faixa nova faz parte da 287. O impasse está criado e agora temos que buscar soluções, por isso chamei de capa a minha sugestão na última edição, porém já fui contestado que não temos lideranças para dar andamento no projeto. Será que quem ocupa as margens da faixa nova não pode ser parceiro neste investimento? Criatividade é o que não falta, terceirização com pedágio em um sentido, com isso teremos uma bela avenida. • Participei na semana dos 10 anos do Royal Plaza, foi reeleita a provedoria do Caridade, só nestes dois empreendimentos dá para perceber o quanto o empreendedorismo da iniciativa particular consegue fazer, não dá para esperar o poder público, não tem verba nem dialogo, além de parecer que não houve pessoas que querem o progresso da cidade. Não me levem a mal por relatar estes fatos, faço porque a cidade me acolheu já faz quase 40 anos, com oportunidade e quero retribuir tantas bondades recebidas, sinto a falta de um engajamento maior. É questão de gestão, com dinheiro ou sem dinheiro é necessário que isso aconteça, quantas obras houve negociação para liberar os projetos com construção de obras em contorno dos edifícios, por que não fazer assim? Volto a dizer, a 287 com a duplicação é muito importante para Santa Maria.

Publicado originalmente na Edição 1267 · 28 de Março de 2019
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