Jornal A Cidade
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Santa Maria, Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2019 - Ano XX - Edição 1256 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1256 CIDADE 10 de Janeiro de 2019
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Leite

Cidade: leite consumo humano
[ Foto sobre Leite ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1256 do Jornal A Cidade.

O consumo humano do leite de origem animal começou a crescer rapidamente após o surgimento da agricultura e a domesticação do gado, este processo se deu em especial no Oriente Médio, impulsionando a Revolução Neolítica. O primeiro animal domesticado foi a vaca, e em seguida a cabra, aproximadamente na mesma época finalmente a ovelha, entre 9000 e 8000 a.C. A principal função do leite é nutrir os filhos até que sejam capazes de digerir outros alimentos. O leite materno cumpre as funções de proteger o trato gastrointestinal  contra antígenos, toxinas e inflamações e contribui para a saúde metabólica, regulando os processos de obtenção de energia. O leite de animais domesticados forma parte da alimentação humana adulta em alguns países: de vaca, principalmente, mas também de ovelha, cabra, égua, camela, etc. O leite é a base de numerosos laticínios, como a manteiga, o queijo, o iogurte, entre outros, é muito frequente o uso de derivados do leite nas indústrias alimentícias, químicas e farmacêuticas, em produtos como o leite condensado, leite em pó, soro de leite, caseína ou lactose. Apesar da polêmica conhecida de se devemos ou não continuar bebendo-o depois dos dois anos de idade, o leite contém muitos nutrientes e benefícios, ele é importante porque concentra uma alta dose de proteína, responsável por auxiliar na construção de todos os nossos tecidos, além disso, ele é rico em vitaminas A, B e D, que fornecem energia, otimizam a concentração e protegem os olhos. Um copo do alimento já é responsável por representar metade da dose ideal de cálcio por dia, para uma criança de até seis anos. Esse alimento também é rico em lactobacilos, que protegem os seres humanos dos micro-organismos, de inflamações, de infecções e de toxinas. A apresentação do leite no mercado é variável e o que, geral, aceita-se a alteração de suas propriedades para satisfazer as preferências dos consumidores. Uma alteração muito frequente é a desidratá-lo tornando-o leite em pó, o que facilita seu transporte e armazenagem, mas encontramos também o integral, desnatado, semi-desnatado, sem lactose e o leite condensado. No Brasil: Quase metade do leite produzido no aqui vem de pequenas fazendas, 47% do volume total. Para 1,2 milhão de produtores o leite é o salário do mês, leite é a atividade que mais gera empregos no País, mais de 4 milhões de pessoas trabalham nas indústrias de laticínios e no campo com a produção primária. Só o faturamento de 2016 com o negócio foi de R$ 27 bilhões. A produção leiteira avançou muito e hoje as vacas campeãs produzem mais de 100 litros por dia, ele é o ingrediente básico de doces e salgados que fazem sucesso no mundo inteiro. A região noroeste do Rio Grande do Sul, juntamente com o oeste catarinense e o sudoeste paranaense formam a grande bacia leiteira do Brasil.  Praticamente todo excedente é enviado para o sudeste e nordeste do país, muito pouco do produzido é exportado. Não temos qualidade e sanidade o suficiente para exportar, hoje poucos estão preocupados com outro ponto importante: a composição do leite. O mundo remunera o produtor pela composição de sólidos do leite. O Brasil não, por isso ainda tem muito a evoluir, a preocupação com os níveis de proteína, gordura e carboidrato deveria fazer parte da rotina do produtor.

Publicado originalmente na Edição 1256 · 10 de Janeiro de 2019
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