Jornal A Cidade
jornal@jornalacidade.com· circulou às quintas-feiras· jornalacidade.com
Santa Maria, Quinta-Feira, 8 de Novembro de 2018 - Ano XIX - Edição 1247 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1247 CIDADE 8 de Novembro de 2018
← Voltar à capa

Novembro Diabetes Azul

Cidade: novembro diabetes azul
[ Foto sobre NOVEMBRO DIABETES AZUL ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1247 do Jornal A Cidade.

Novembro chega carregando consigo a cor azul, que representa a necessidade de ampliar a atenção e conscientização a respeito do diabetes. A campanha mundial organizada pela International Diabetes Federation (IDF) tem como mote para este ano “Família e Diabetes”, a fim de evidenciar o papel do núcleo familiar para prevenção e controle da doença. Dados da IDF apontam que, em todo o globo, 425 milhões de pessoas convivem com o diabetes, das quais mais de um milhão são crianças e adolescentes com o tipo 1. No Brasil, o número estimado aproxima-se dos 13 milhões. No país, a ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), instituição responsável pela reinserção do Novembro Diabetes Azul no Calendário de Eventos do Ministério da Saúde. “Foi um avanço importante da Advocacy da Sociedade com a ADJ Brasil e a FENAD, além de mais um grande passo para a integração com o staff técnico-político do Ministério da Saúde”, comenta Hermelinda Pedrosa, médica endocrinologista e presidente da SBD. TIPOS DE DIABETES: Diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, reforça Pedrosa. Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco. O tratamento demanda mudanças no estilo de vida – ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo.  Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida. “O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, afirma a presidente da SBD. O lançamento está agendado para 1º de novembro, durante uma Sessão Solene na Câmara de Deputados, presidida pela deputada Carmen Zanotto, que coordena a Frente Parlamentar Mista pela Causa do Diabetes. - Karina Morais

Publicado originalmente na Edição 1247 · 8 de Novembro de 2018
LEIA TAMBÉM · MESMO TEMA
MAIS DA EDIÇÃO 1247
CIDADE Ponto do Cafezinho CIDADE Prevenção com AVC CIDADE Agir com Esperança! CIDADE Bairro Medianeira 1
← Voltar à capa