Tecido Em Metro
A indústria têxtil é considerada uma das mais antigas do mundo e as lojas de tecidos são tradicionais no mercado e apresentam as tendências no setor de tecidos ao consumidor do varejo. No passado a venda conquistava espaço e existia nos armazéns, que continham secos e molhados, ou seja, lá se encontrava de tudo. Inclusive a venda no caderninho. Total confiança e se pagava no final do mês. A venda de tecido em metro é uma prática muito antiga que facilitava o consumidor ir comprar a quantidade que precisava para mandar fazer a sua vestimenta. Isso também, porque a mão de obra, como, por exemplo, das costureiras, tinha de sobra. E hoje, com a tendência de produtos sintéticos e com as facilidades da manufatura, as lojas de tecidos estão cada vez mais reduzidas e tendo que encontrar estratégias para se manter em meio à crise. Natural da pequena cidade de Pirapó/RS, o empresário Adilson Dill, proprietário da casa de tecidos Sucessu’s, chegou a Santa Maria em 1997 como representante comercial de tecidos e acabou investindo no ramo têxtil. Na época haviam 16 casas de tecidos, após restaram 08 e hoje existem 03. Segundo ele, 80% dos produtos são feitos na China e a alta carga tributária sobre o produto no país é um dos fatores que prejudica as vendas, pois muitas pessoas procuram comprar nos países vizinhos, como o Uruguai, onde o produto é mais barato, porém não é o da mesma qualidade. As lojas de tecidos fazem parte do contexto comercial de Santa Maria através das inovações e adaptações de mercado com o decorrer do tempo.
COM FOTO.