Um Tempo de Amor e de Reconciliação
Estamos na semana do amor. Reflita bastante. Recolha-se ao seu quarto. Veja quanto amor está faltando em nosso meio. Olhe, observe como as pessoas se exploram. São vazias, tremendamente sem fé e sem amizade. Cresça bastante na união com sua família. Não pense em coisas inúteis. Caminhe com Cristo. Pense nele. Esteja em contato com Deus pela oração, pelo diálogo. Concentre-se mais. Deixe de lado aquelas atitudes mesquinhas, grosseiras. Comece a ser mais adulto, mais caridoso. Humilde e sincero. Se você não é capaz de amar diante de Cristo que o ama até a morte de cruz, quem poderia tocar seu coração? Pense um pouco: estamos no tempo da morte e Ressurreição de Cristo. Cristo é inocente e o consideram malvado. Eu, você, que erramos a todo momento, queremos ser considerados santos. Cristo é Filho de Deus, fez milagres, pregou o amor e ainda assim foi considerado um louco, um homem de cabeça tonta… Eu, você, que fazemos o mal, cometemos tolices, vivemos distraídos, queremos que os outros nos considerem gente fina, respeitada. Cristo somente pensou bem dos outros. Curou endemoniados – pessoas que tinham doenças desconhecidas – paranoicos, epiléticos, neuróticos, esquizofrênicos, aleijados, coxos, cegos, surdos-mudos e foi tachado de blasfemador, filho de Belzebu, homem das trevas, inimigo da pátria. Que fazemos nós pelos mais infelizes? Quantas vezes fomos visitar os presos, os hospitalizados, os doentes? E queremos a todo custo, que os outros não nos considerem acomodados, homens de poucas obras, homens sem ação generosa. Cristo desapegou-se de si mesmo, deixou sua pátria, seus parentes, e, como missionário, andava de vila em vila, pelas roças e estradas, para fazer o bem e anunciar a paz, a caridade a todos. E foi censurado por seus inimigos que lhe colocaram milhões de defeitos. Ele viveu com os pecadores. Visitava gente considerada de má vida, marginalizada, somente para amar e estar pertinho a fim de escutá-los e orientá-los para o bem. E foi considerado um comilão, um pecador, um impuro, um penetra,um metido em tudo. Eu e você, pouco ou nada fazemos pela comunidade; estamos interessados apenas em nossa profissão, nossos negócios, sem nunca admitir que nos digam qualquer coisa. Nesta semana de amor, de carinho de Cristo para conosco quero realizar o mais sério trabalho: purificar-me, limpar-me por dentro. É uma tarefa bonita. Arrependo-me por não tê-la começado antes. Vejo que minha interioridade, minha vida religiosa, meu Evangelho estão muito depauperados, muito fracos por causa de minha negligência e falta de coragem e humildade. Não deixarei que a peste da preguiça mate minha fé. Não deixarei que a sujeira do mal encubra a luz da minha vida. Pensemos nesta Semana santa, sobre o quanto temos que modificar em nossa vida. Vamos tomar algumas resoluções bem práticas. Vamos determinar uma hora de silêncio para rever o filme de nossa vida. Vamos confrontar aquilo que estamos fazendo com aquilo que deveríamos fazer. Pe. Bertilo João Morsch – Reitor do Seminário Maio São João Maria Vianey