Artigo Padre Bertilo

Sou catequista por vocação

Pe. Bertilo João Morsch – Pároco Paróquia Ressurreição e Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney.

A vida da Igreja esta ligada a esta multidão de mães e professoras, pais e jovens que educam crianças, adolescentes e jovens para a fé cristã. A catequista ou o catequista é um personagem quase desconhecido no contexto da pastoral, todavia a Igreja não subsiste sem ele. Nunca podemos esquecer que a catequese é trabalho fundamental na vida pastoral da Igreja. A catequese esta no início da formação da Igreja Primitiva. Era um trabalho de evangelização para todos, principalmente para os adultos. Hoje, quando falamos de catequese, nos referimos sempre ao trabalho de formação cristã das crianças, jovens e adolescentes. Em tempos passados as escolas católicas eram o grande instrumento de educação cristã. Hoje com a diminuição destas instituições a catequese paroquial ganha mais importância. Neste sentido é urgente que a Igreja valorize cada vez mais a missão do catequista porque este é um trabalho de lançar a semente. A Igreja não sobrevive sem esta semeadura. É um trabalho que aparentemente não apresenta resultados imediatos e triunfalistas, mas é um trabalho de base.

            Sim, ser catequista é uma vocação. É um chamado de Deus. Sozinhos não percebemos este chamado. Deus se utiliza de outras pessoas, fatos e realidades para percebermos este chamado. Ser catequista é uma vocação de missão. É um dom de Deus, mas que requer nossa resposta e nosso compromisso. Só que não é algo mágico nem milagreiro. É necessário preparar-se continuamente. Formar-se para ser competente nesta missão e dar testemunho. Ser catequista é colaborar com a graça de Deus e com a pessoa, para que ela assuma o seu sim a Deus, e avance rumo a maturidade na fé, na esperança e no amor. Cabe à pessoa que sente o chamado a ser catequista procurar os meios de apresentar o Reino de Deus.

            Hoje, a Evangelização implica não apenas no anuncio do Evangelho por palavras, mas também a vida e ação da Igreja, na comunidade que testemunha e revela para os iniciantes na fé, um Pai compassivo, um Filho que salva e o Espírito que nos anima. Uma catequese que se coloca a serviço da iniciação cristã, que inclui o Querigma, que é a maneira prática, simples, de colocar os iniciados em contato com Jesus Cristo e introduzi-los no discipulado.

            O grande desafio, a catequese conta com muita gente disposta e dedicada, mas falta o preparo. Esta missão exige noção e conhecimento da Bíblia, doutrina, realidade, linguagem, metodologia, espiritualidade, pedagogia, psicologia, comunicação… Outro desafio é o envolvimento da família, seja no acompanhamento do trabalho ou mesmo a compreensão da família a respeito do que seja catequese. Ainda se tem a idéia de que este momento seja apenas para preparar para participar do sacramento da eucaristia e dar um ponto final.

            Ser catequista é semear incansavelmente, anunciando e testemunhando a Palavra de Deus. Uma missão carregada de humildade e encantamento. Somente quem se encanta por Jesus Cristo é capaz de anunciá-lo aos demais, recordando que o melhor do anuncio se dá pelo testemunho. Que Deus abençoe e recompense a todos.

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