Edição impressa

Santo Antão Abade

A quem a Igreja venera com patriarca de todos os cenobitas, ou seja, os religiosos que vivem em comunidade sob uma mesma regra ou num mesmo convento. Com 18 anos de idade seus pais faleceram e deixaram uma grande fortuna ao herdeiro e com o cuidado de uma pequena irmã, mas com muita religiosidade deixou tudo por amor a Jesus. Ele vendia seus bens e distribuía aos pobres. É um relato histórico, vale a pena conhecer a fé e devoção neste santo.
Em Santa Maria: a Capela de Santo Antão está no Campestre como era chamado e desde 2011 o distrito de Santo Antão, lá no alto do morro há 173 anos em sua ermida que foi construída pelo monge italiano João Maria de Agostini. Ali também encontramos uma fonte de água que no início tinha como fator principal curar as pessoas. E os mais antigos devem lembrar-se das romarias de toda região central que aconteciam neste local, por volta de 1980 quando conheci o local era um festival de devotos com o famoso churrasco debaixo das árvores e o que não faltava eram as melancias, e a fila indiana subindo e se apoiando nas árvores até o alto do morro para visitar o santo protetor dos animais, da vida selvagem e contra os bandidos e assaltantes, pois defende seus devotos das cobras e animais ferozes. Na pista da subida encontramos as cruzes de madeira da Via Sacra que foram trocadas por diversas vezes, mas o caminho continua dificultoso. A área foi doada pela comunidade, além da ermida no morro de difícil acesso, os prefeitos nunca pensaram em investir no turismo religioso aproveitando esse local e a importância do santo para nossa cidade. E na parte de baixo está a Capela de Santo Antão. Em outras épocas seria celebrada a 173ª Romaria no dia 17, mas em vista da pandemia na certa não faltará celebração no local, bem como os caminhantes que com coragem acabam subindo o morro. Sempre é bom recordar que as Missões Correntinas saíram de São Paulo, passaram o Paraná descendo o Rio Uruguai, chegando até São Tomé, São Borja e após Santa Maria, em uma história contada por João Maria Agostini e registrada pelo escritor José Veloso da Silveira no livro As Missões Orientais.
Lendas do Campestre: pelo padre Vicente Pillon em seu livro. A água milagrosa, a aranha grande, a cobra, o santo da solidão, o tesouro da cruz, a galinha do diabo, as duas noivas, a noiva da água negra, convite macabro, o sino de Santo Antão, os gansos noturnos, correntão da cascata, buião do monstro, o santo do mato, o passo do tigre, capelinha dos degolados, sonho do rico, o castigo merecido e tantas outras lendas que foram motivadas pelo santo lá no alto do morro da Caturrita.

Oração a Santo Antão
Ó Deus, que permitistes que, mesmo na solidão de uma gruta, no deserto, o demónio perturbasse Santo Antão com violentas tentações, mas lhe destes a força de vencê-las, enviai-me, do céu, o vosso socorro, porque eu vivo num ambiente minado de tentações que me agridem, pelo rádio, televisão, novelas, bailes, cinemas, revistas, propagandas e maus companheiros. Santo Antão, ficai sempre ao meu lado; vós que vencestes o demônio, na aparência de um bicho imundo, me dareis força na tentação. Na hora da tentação, socorrei-me Santo Antão. Amém.

Comment here