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Família Roveda em Orleans e região

Por curiosidade em conhecer Rovedas nesse Brasil sempre é bom visitar aonde existe o maior grupo concentrado, e não foi diferente. Orleans por toda parte encontramos imigrantes italianos com vários sobrenomes, inclusive conhecidos e além disso é uma maneira de conhecer outras cidades e o que se faz. Sempre admiro a riqueza catarinense, por toda parte, Joinville, Blumenau, Brusque onde nasceu a Havan, Lages, o litoral, a Ilha, mas não fazia ideia, mesmo passando na 101 constantemente da riqueza de Criciúma, Barracão, Orleans, Braço do Norte e Gravatal, cidades limpas, pessoas empreendedoras em todos os segmentos, mas uma região em que as estradas do interior têm condições, mas prejudicam a saúde pelo pó existente. Meu objetivo era a comunidade de Furninhas, em Orleans, o que não falta lá é Roveda, mortos e vivos, histórias, origens, dificuldades e virtudes. Ao chegar, percebe-se a Igreja, o Salão Paroquial para 800 pessoas, tudo isso feito pela comunidade, o sino tradicional e nos fundos o cemitério onde encontrei dezenas de túmulos ligados a família Roveda. Valeu a pena conhecer de perto como disse uma moradora ‘todos os Roveda são parentes, não existe diferença, poderemos encontrar na hora do registro que tenham trocado as letras’.

Por quê a viagem? Na última edição mencionamos que em 1931 a menina Cecília Roveda foi violentada e morta, na foto em um pequeno museu de Furninhas está a exposto o rosto do criminoso que praticou o feminicídio. E o que não falta e se ouve pela comunidade são pessoas que pediram graças e foram atendidas. Sintonize sábado a Imembuí das 10h ao meio-dia que vamos trazer algumas revelações. Não existe processo de abertura de beatificação, mas está em estudos. No cemitério o túmulo repleto de flores sempre e no seu redor crianças sepultadas a pedido das famílias e esse lugar é intocável. E onde ela foi vítima foi construída pela comunidade uma capela tendo ao lado Nossa Senhora de Fátima. Bem como no Salão Paroquial o que não falta são visitas e pedidos de pessoas que chegam a esse local. Se sabe que um processo dessa grandeza é longo, é preciso comprovar os milagres para que o Vaticano mesmo com o processo aberto possa avaliar e beatificar quem está no aguardo desta graça, mas enquanto isso segundo a comunidade a região toda recorre a Cecilia Roveda, quando o assunto é delicado. E na região tem outra menina que foi morta no mesmo ano e o processo está mais adiantado. O que vimos lá foi muita espiritualidade, fé, devoção e esperança e a união dos moradores de comunidade em grande número.  Anualmente festejam o dia de São José e domingo foi a cavalgada em homenagem ao santo e também a Cecilia Roveda, uma centena de cavalarianos, mais crianças do que adultos percorreram dezenas de quilômetros. Na foto Nilton Roveda, sua esposa, sua filha e familiares que estão na linha de frente nesse trabalho comunitário.

Nilton Roveda (à dir.) e família

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