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Dia do Gaúcho

Comemorado em 20 de setembro com feriado no Rio Grande do Sul recorda a data de início da Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, em 1835. Foi a revolta civil mais longa do Brasil por ter durado dez anos, até 1845. E teve como cenário o Rio Grande do Sul. A Revolução Farroupilha foi uma revolta regional contra o Governo Imperial do Brasil em que os revolucionários buscavam melhores condições econômicas e políticas ao estado, sendo um dos motivos os altos impostos cobrados pelo couro e charque fazendo com que esses produtos acabassem sendo trazidos do Uruguai e Argentina, busca por maior autonomia para as províncias, entre outros que levavam os envolvidos a pedirem a separação do Império. Comandados por Bento Gonçalves tomaram a cidade de Porto Alegre e forçaram a retirada das tropas imperiais da região, já em 1836 os revolucionários proclamaram a República Rio-Grandense, em 1839 proclamam a República Juliana, na região do atual estado de Santa Catarina. Em 1842 o governo imperial nomeou Duque de Caxias para comandar a ação com objetivo de finalizar o conflito, o que aconteceu em 1945 após vários confrontos militares, os farroupilhas enfraquecidos aceitaram o acordo proposto e deram fim a Guerra dos Farrapos selando a paz em Poncho Verde reintegrando a República Rio-Grandense ao Império Brasileiro.

Fotos de arquivo

É a partir da Revolução que se estabelece toda a identidade do povo gaúcho, com suas tradições e ideais de liberdade e igualdade. Sendo que o dia 20 de setembro é a data principal do calendário dos gaúchos por envolver atividades durante toda a semana que o antecede nos CTG’s e entidades ligadas às tradições que promovem jantares, bailes, oficinas, cursos, mateadas para reafirmarem o orgulho de suas origens e o amor por sua terra na chamada Semana Farroupilha. Neste ano as atividades serão realizadas de forma online como, por exemplo, a Caravana Farroupilha Virtual da Famurs que terá 120 espetáculos de músicos do RS até 30 de setembro, mais informações no site da Famurs. E em Santa Maria no dia 8 foi acesa a Chama Crioula e distribuída aos CTG’s, cada um pode fazer sua programação acatando as determinações das autoridades e no setor comercial as inúmeras lojas locais têm tido êxito na procura e venda da indumentária gaúcha, nada impede que nas lojas comerciais como aconteceu em anos anteriores os funcionários estejam tipicamente vestidos para atender os consumidores. E as crianças que apreciam bombachas, botas, chapéus e os lindos vestidos devem aprender sobre a história do tradicionalismo. Vamos retornar a Tertúlia e aos shows que as crianças deram tanto nas músicas quanto na indumentária.
Um ano diferente: não teremos desfile domingo e sim ações remotas e as fotos recordam o passado, mas tivemos um presente neste ano que foi a realização da Tertúlia Nativista que contemplou e valorizou a música, o canto e as tradições gaúchas.

Divulgação/Tertúlia
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