Galerias das sangas
O episódio do desmoronamento na Borges de Medeiros, que abriu uma cratera e foi noticia internacional e tantas outras que já passaram por isso, como a André Marques, Pantaleão, Tuiuti esquina com Professor Braga e tantas outras. A cidade cresceu e o volume de água e esgoto também, as galerias são as mesmas de um passado distante, quando pessoas para aproveitar o terreno canalizaram parte das sangas e em cima encontramos hoje grandes edifícios. Podemos até citar o Arroio Cancela, Sanga do Hospital que começa na Rua do Acampamento, a Sanga do centro que fica na Rua Alberto Pasqualini e atravessa a Floriano e outras ruas. Só aqui encontramos muitas galerias e muitos edifícios, da Avenida Rio Branco desembocam no Itaimbé, quantos prédios estão em cima desta galeria? A situação é preocupante, se a rede de esgota está velha e superada, ainda com manilhas como acontece na Rua do Acampamento, este é um problema sério. Em 2001 quando foi feita, comportava o volume de água, mas com a ligação do esgoto no pluvial, o número de atividades comerciais e residências a galeria ficou pequena e velha. Com tanta arborização com raízes fortes, tem removido a estrutura da galeria e quem sabe lá dos prédios também, por isso quem reside em prédios deve ficar atento as ligações de água e esgoto, grandes árvores que podem atingir as galerias. A da Borges foi um alerta comprometedor, muito mais que as marquises de algum prédio antigo ou aqueles prédios que precisam ser adequados pela prevenção atual, os quais não têm suporte para tanta mudança, igual às antenas nos prédios antigos das operadoras, tem suporte? Tudo isso é apenas a nossa visão pensando no futuro, teremos problemas sim, mas fiquem atentos.