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Santa Maria, Quinta-Feira, 10 de Maio de 2018 - Ano XIX - Edição 1221 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1221 CIDADE 10 de Maio de 2018
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Preocupação da comunidade

Cidade: surto toxoplasmose preocupação
[ Foto sobre Surto de toxoplasmose ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1221 do Jornal A Cidade.

O surto da doença infecciosa, congênita ou adquirida, é causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, encontrado nas fezes dos gatos e outros felinos. Homens e outros animais também podem hospedar o parasita. Sabe-se que ao longo da vida a maioria das pessoas teve contato com o protozoário sem desenvolver a doença, ficando imunizadas. As gestantes, crianças menores de dois anos, pacientes que fazem tratamentos como quimioterapia, pessoas com resultado de HIV positivo ou outras viroses positivas não possuem um mecanismo de defesa forte o suficiente para produzir imunidade contra a doença. Mulheres que contraem a doença durante a gestação precisam de cuidados especiais, pois há risco de transmissão para o feto, por via intra uterina. A Sociedade Brasileira de Infectologia explica que, se não tratada, a toxoplasmose neonatal pode levar ao nascimento prematuro e, em casos mais graves a complicações como microcefalia. Como ocorre a transmissão? Ao ingerir água, alimentos ou carnes cruas ou malpassadas com ciscos do protozoário. Nesses casos os ciscos se alojam no organismo e então a doença se desenvolve. O mais comum é a acumulação ocorrer nas fibras musculares, também podendo se acumular no pescoço, axilas, gânglios e, nos casos mais graves, intestino, sistema pulmonar e estômago. Os sintomas são parecidos com os da gripe, como dor de cabeça, coriza, dor no corpo, febre, fadiga e dor de garganta. Já em pacientes com o sistema imunológico debilitado, podem surgir sintomas específicos, como problemas de coordenação, convulsões, confusões, visão turva e, em alguns casos, até mesmo infecções respiratórias, como pneumonia e tuberculose. Em bebês, os sintomas são diferentes. Alguns podem nascer com pulmões e baço anormalmente grandes, podem sofrer também de convulsões e de amarelamento da pele e dos dentes, além de graves infecções nos olhos. O tratamento ocorre com o uso de antibióticos e antiinflamatórios, no entanto o tratamento não mata o causador da doença. Uma vez infectado o paciente sempre vai ser portador do protozoário. Sendo contingentes os danos posteriores para o hospedeiro. Por que ocorreu o surto em Santa Maria? A prefeitura já possui os laudos solicitados à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Segundo o prefeito Pozzobom em coletiva feita na última sexta-feira, dia 27, mesmo que não haja nenhum indicativo de alteração, não está descartada a possibilidade de que a água tenha sido a origem do surto. Em 2015, um surto de Toxoplasmose foi registrado na cidade de São Marcos, na Serra do Rio Grande do Sul. Na ocasião, 154 casos foram confirmados e, segundo pesquisa do Ministério da Saúde feita após o controle do surto, a principal causa da contaminação foi o consumo de carne mal passada. Até o fechamento desta edição os números do surto contaram 262 casos notificados, sendo 105 confirmados e 18 gestantes.

Publicado originalmente na Edição 1221 · 10 de Maio de 2018
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