T: Quase nada a comemorar
Vivenciamos, hoje, 19, a data comemorativa do Dia do Índio. Observando a comunidade indígena que transita pela cidade, nota-se que a situação deles – e provavelmente nas demais no país - se ajusta ao atual momento em que se encontra o país, quando os seus direitos e a própria essência e os costumes estão longe do sentido dessa comemoração. Por outro lado, a data assinala a resistência desse povo, pois embora não exista quase nada para comemorar é preciso lutar em prol do cumprimento dos projetos de lei em tramitação no Congresso, pelas regras da demarcação das terras indígenas, entre outras propostas. Historicamente, a data foi criada em 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas – decreto lei 5.540 – em alusão Primeiro Congresso Indigenista Interamericano realizado em 1940. No município, indiferentes a data festiva, a comunidade aqui sobrevivente, especialmente, Caingangues e Guaranis, ao ser indagada sobre o ‘dia do Índio’, prefere não falar, mas Luci Salles, natural de Tenente Portela, se manifestou e se diz satisfeita, com sua vivência aqui, há 12 anos, entretanto a festividade do índio “ficou só na memória, desde que deixou a aldeia grande”, de Tenente Portela. Lá, eram três dias de festa, lembra. Ela tem seis filhos, já criados, contudo, somente uma das filhas – que é estudante na UFSM - mora com ela.Segundo Luci, os índios tem tido bastante apoio, do governo Federal, com relação aos estudos, onde vários tem chegado às universidades. A indígena reside na aldeia em formação – composta de seis famílias – na Rua Aparício Borges (Chácara das Flores).Conforme Luci, há oito anos ela sobrevive com a venda produtos industrializados e customizados em uma banca no centro da cidade.