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Artigo Padre Bertilo João Morsch – 2 de abril de 2020

Pe. Bertilo João Morsch – Pároco da Paróquia da Ressurreição e Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianey.

Se a crucificação era um método de punição e execução, por que nós, cristãos, temos a cruz como símbolo de nossa religião?

Essa pergunta é bastante interessante, pois estamos no tempo quaresmal, que nos recorda todo sofrimento de Cristo, sua crucificação e seu triunfo sobre a morte com sua ressurreição. Jesus impressionava a todos com suas palavras e obras. As pessoas ficavam admiradas e surpresas, de boca aberta. Ele escolhe alguns para segui-lo e chama doze para que “estivessem sempre com Ele”. Encontra dura oposição dos escribas, dos fariseus e dos doutores da lei. As opiniões deles sobre Jesus são várias, contrastantes e contraditórias. Jesus é chamado de “rabi” (mestre) considerado “profeta”, considerado “messias”, Cristo (ungido). Os seus opositores julgam-no possuído por belzebu (o diabo), “impostor”, “blasfemador”. Alguns dos seus parentes julgam-no “fora de si”. E a pergunta sobre sua identidade era frequente. É claramente expressa nos Evangelhos e respondida de vários modos. O sinédrio, que era a máxima autoridade religiosa do povo de Israel decreta que Ele é “réu de morte” e O condena como “falso profeta”. Diante da cruz os seus discípulos se dispersam, mas, depois de três dias Jesus se lhes revela ressuscitado. E dá a eles o Espírito Santo e assim nasce a Igreja.

A cruz, de fato, era um método de punição e execução. A crucificação não foi exclusividade de Jesus, haja vista que ao seu lado, ao mesmo tempo, outros dois homens foram crucificados. A prática da crucificação que também comportava a tortura prévia, já era utilizada pelos persas. Mais tarde, os gregos, e depois os romanos, adotaram e utilizaram muito o método da crucificação. Ainda hoje, vemos alguns extremistas utilizando desse método para punir quem eles consideravam inimigos ou “infiéis”.

Não podemos negar esse aspecto negativo e terrível entre os suplícios da qual a cruz é sinal. No entanto, com a morte e ressurreição de Cristo a cruz assume um novo significado. A cruz, para os cristãos, passa a ser a árvore da vida, da vida nova.

 A maldição do madeiro passa a ser a benção: a cruz para nós tem um novo significado; não está simplesmente reduzida a um instrumento de tormento. A cruz tornou-se o altar onde o Cordeiro de Deus foi imolado. A morte de Cristo não foi uma simples “morte”, mas sim um sacrifício por causa de nossos pecados, assim ela se tornou sinal de libertação.

A morte de Jesus na cruz é a expressão do imensurável amor de Deus para com a humanidade. Em Cristo, todos nós fomos pregados na cruz, como nos ensina São Paulo: “Estou pregado à cruz de Cristo”(Gl2,19). O apóstolo ainda nos diz, que “a linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina”(1Cor1,18).

Assim, todas as vezes que o cristão faz o sinal da cruz, ele recorda a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Lembra-se de que Jesus assumiu na cruz o seu lugar e transformou o sinal de maldição em benção. Com os ramos nas mãos, seguimos os passos de Jesus em sua entrada em Jerusalém e em seu percurso rumo à cruz.

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